10 Principais Dúvidas Sobre Medicamentos Psiquiátricos – Tudo o Que Você Precisa Saber!

A prescrição de medicamentos psiquiátricos é uma ferramenta fundamental no tratamento de transtornos mentais, mas cada paciente responde de maneira única. A maioria dessas medicações leva de 2 a 4 semanas para iniciar seu efeito terapêutico, enquanto alguns efeitos colaterais podem surgir antes mesmo da melhora clínica. Esse período inicial pode gerar ansiedade e insegurança, mas é importante saber que a maioria dos efeitos adversos tende a diminuir com o tempo, à medida que o organismo se adapta ao tratamento.
Embora os medicamentos sejam eficazes para muitas pessoas, nem sempre há uma resposta terapêutica satisfatória na primeira tentativa. Isso ocorre porque não existe um tratamento padronizado em Psiquiatria, já que fatores individuais, como metabolismo, genética e histórico clínico, influenciam a resposta ao medicamento.
Dessa forma, o acompanhamento médico é essencial para ajustar o tratamento conforme necessário. Em alguns casos, pode ser preciso aumentar a dose, associar outro medicamento ou realizar uma troca de fármaco. Em outros, o ideal é aguardar um tempo maior para que a medicação atinja seu efeito pleno.
Além disso, vale lembrar que o medicamento faz parte de um plano terapêutico mais amplo, que pode incluir psicoterapia, mudanças no estilo de vida e estratégias complementares. Seguir corretamente as orientações médicas é fundamental para alcançar os melhores resultados.
O que fazer se o medicamento não estiver funcionando?
- Se, após o período adequado, não houver melhora significativa ou se os efeitos colaterais forem muito intensos, o ideal é comunicar o médico que prescreveu o tratamento.
O que não fazer se o medicamento não estiver funcionando?
- Uma das maiores armadilhas para pacientes em tratamento psiquiátrico é a troca constante de médico sem um entendimento do plano terapêutico em andamento. O tempo de ação das medicações deve ser respeitado, e a busca por respostas imediatas pode comprometer a eficácia do tratamento.Além disso, a tentativa de substituir medicamentos bem indicados por terapias alternativas sem embasamento científico pode atrasar ainda mais a recuperação, prolongando o sofrimento. O acompanhamento psiquiátrico regular e a comunicação aberta com o profissional responsável são os caminhos mais seguros para um tratamento eficaz.
1) Vou ficar sonolento tomando remédios psiquiátricos?
A ideia de que o psiquiatra apenas prescreve medicamentos que deixam o paciente excessivamente sonolento ou sem reação é um dos grandes mitos da Psiquiatria. Esse receio pode ser uma barreira para muitas pessoas iniciarem o tratamento, mas é importante esclarecer que o objetivo do tratamento psiquiátrico não é incapacitar o paciente, e sim ajudá-lo a recuperar seu bem-estar e qualidade de vida.
O médico psiquiatra tem como função prevenir, diagnosticar, tratar e reabilitar, sempre considerando as necessidades individuais de cada paciente. Com uma avaliação detalhada do estado mental, é possível determinar se há necessidade de medicação, qual o melhor tratamento e como ajustá-lo para evitar desconfortos.
Os medicamentos podem causar sonolência?
Sim, algumas medicações podem causar sonolência, especialmente no início do tratamento. No entanto, isso não acontece com todos os pacientes e pode ser facilmente ajustado.Se o efeito for intenso ou persistente, o médico pode:
- Ajustar a dose para minimizar o impacto;
- Mudar o horário da medicação, por exemplo, para a noite;
- Substituir o medicamento por outra opção melhor tolerada;
- Aguardar alguns dias, pois, em muitos casos, a sonolência é transitória e desaparece conforme o organismo se adapta ao tratamento.
O que fazer se a medicação causar sonolência excessiva?
Entre em contato com o psiquiatra que acompanha seu tratamento. Ele poderá avaliar sua resposta ao medicamento e indicar a melhor estratégia para minimizar esse efeito sem comprometer a eficácia do tratamento.
O que não fazer?
Nunca interrompa a medicação por conta própria. Parar abruptamente pode gerar efeitos colaterais, piora dos sintomas e até crises de abstinência, dependendo do medicamento. Sempre converse com o médico antes de qualquer ajuste no tratamento.
Lembre-se: o tratamento psiquiátrico é individualizado, e o acompanhamento médico é essencial para garantir o equilíbrio entre benefícios e tolerabilidade da medicação.
2) Medicamentos psiquiátricos podem causar disfunção sexual?
A disfunção erétil (DE) é uma condição prevalente no Brasil, afetando aproximadamente 45,1% dos homens. Suas causas podem ser físicas, psicológicas ou uma combinação de ambas. Entre os fatores psicológicos, destacam-se:
- Depressão
- Ansiedade
- Estresse crônico
- Transtornos psicóticos
Além disso, algumas medicações podem contribuir para alterações na função sexual, surgindo como um efeito colateral indesejado. No entanto, é essencial entender que, em muitos casos, o próprio transtorno psiquiátrico já pode estar impactando negativamente a vida sexual do paciente.
A disfunção sexual é causada pelo transtorno ou pelo medicamento?
Ambas as possibilidades podem ocorrer. Muitos transtornos psiquiátricos, como depressão e ansiedade, afetam diretamente o desejo sexual e a resposta fisiológica ao estímulo. Em relação às medicações, alguns fármacos, especialmente antidepressivos da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), podem causar redução da libido, retardo na ejaculação ou disfunção erétil. A boa notícia é que existem várias estratégias para minimizar ou até eliminar esses efeitos sem comprometer o tratamento psiquiátrico, caso a causa seja o tratamento ou a doença psiquiatrica.
O que fazer se houver alteração na função sexual?
- Relatar ao psiquiatra qualquer mudança percebida antes ou durante o tratamento;
- Avaliar alternativas junto ao psiquiatra assistente – em alguns casos, o médico pode: ajustar a dose da medicação; trocar o medicamento por outra opção com menor impacto na função sexual ou ainda associar uma medicação específica para manejo da disfunção sexual.
O que não fazer?
- Interromper o tratamento sem orientação médica. A suspensão abrupta da medicação pode causar efeitos adversos, piora dos sintomas psiquiátricos e até crises de abstinência em alguns casos.
- Evitar procurar ajuda por vergonha ou medo. A função sexual é um aspecto importante da qualidade de vida, e o psiquiatra está preparado para abordar esse tema de forma profissional e cuidadosa.
Conclusão: Se houver qualquer alteração na função sexual, o primeiro passo é conversar com o médico responsável pelo tratamento. Existem diversas formas de manejar esse efeito colateral sem comprometer a saúde mental e o bem-estar do paciente.
3) O remédio pode me tornar uma pessoa fraca?

Esse medo é muito comum, e vem acompanhado da idéia que o remédio pode diminuir a força da pessoa para resolver problema ou de não conseguir mais enfrentar dificuldades sem o remédio. Ou ainda, a idéia que é preciso sofrer para aprender e crescer; mesmo que a dor seja insuportável, como se isso fosse um mérito. E não é.
Importante lembrar que quando falamos em adoecimento psicológico estamos amparados cientificamente e falando sobre doenças reais. Ninguém escolhe ficar doente, mas quando adoece precisa tratar.
O tratamento permite que a pessoa tenha uma vida mais significativa, devolve a funcionalidade e, restabelece a Saúde Mental.
Sem Saúde Mental não há Saúde Física.
É um mito que o remédio torna a pessoa fraca.
O remédio além de melhorar os sintomas psiquiátricos e algumas vezes clínicos, também ajuda na construção da Resiliência.
Ajuda a pessoa a aprender que ela consegue lidar com as situações. Em um paciente com Depressão, por exemplo, pode ser difícil tomar decisões, o remédio melhora o quadro Depressivo e deixa a tomada de decisões mais clara.
E se o remédio engordar?

Será todos os medicamentos podem ter esse efeito colateral?? Bom, não são todos, ma alguns podem sim aumentar o apetite ou ainda causar alterações metabólicas que podem contribuir para o ganho de peso.
Por isso é muito importante esclarecer as dúvidas sobre efeitos colaterais mais comuns durante a consulta, para saber o que esperar com o uso da medicação prescrita.
O que fazer se houver ganho de peso indesejado com o tratamento? Primeiro, devemos avaliar se de fato foi o uso da medicação ou se algum outro hábito pode ter contribuído para o ganho de peso.
Manter hábitos de vida saudáveis é essencial para manter a saúde mental e física equilibradas, além de ajudar a manter o peso dentro do desejado. Ou seja, antes de culpar o remédio, preste atenção em como está sua rotina, como estão seus hábitos. O recomendado é ter uma dieta saudável associada à exercícios físicos regulares.
Excluídas outras causas, o ganho de peso persiste…. O que fazer?
Entre em contato com seu médico e exponha o problema. Pode ser necessário trocar a medicação ou associar alguma medicação ou ainda realizar algum exame.
O que não fazer? Parar a medicação sem orientação médica!
Alguma dúvida que não está aqui??

É muito comum ter dúvidas, é importante sempre esclarecer com o médico que acompanha o paciente.
Não recomendo que faça pesquisa livre no Google ou em qualquer outro meio de busca, por não saber se a fonte dos dados é confiável ou não. A internet possibilita a difusão de todo tipo de conteúdo, é preciso avaliar e questionar as informações. Sempre que possível peça a indicação de conteúdo de algum profissional de saúde da tua confiança.
Aos meus pacientes oriento o acesso ao meu site.
Aos pacientes de colegas agradeço a confiança no meu trabalho, e deixo o espaço aberto.
Lembrando que a conduta é sempre do médico assistente, meu foco é esclarecer dúvidas.
As informações do site não substituem uma consulta médica psiquiátrica.
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